Reestruturação do Governo após a Queda de Maduro
Reestruturação do Governo após a Queda de Maduro
Após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas em 3 de janeiro de 2026, a Venezuela passa por uma transição complexa:
- Comando Militar: A presidente interina, Delcy Rodríguez, nomeou hoje 12 oficiais de alta patente para comandos militares regionais, buscando consolidar o controle sobre as forças armadas após a remoção de Maduro.
- Gestão de Crise: O governo interino adotou um tom conciliador com Washington, oferecendo cooperação em uma agenda de “desenvolvimento compartilhado”.
- Libertação de Presos: Em um gesto simbólico, o governo venezuelano libertou hoje o genro do opositor Edmundo González Urrutia, que estava preso há mais de um ano.
2. Anúncios de Donald Trump em Davos
Em discurso no Fórum Econômico Mundial, o presidente Donald Trump celebrou o que chamou de “sucesso fantástico” na Venezuela:
- Acordo de Petróleo: Trump afirmou que a Venezuela aceitou um acordo após a intervenção militar e que o país agora dividirá as receitas do petróleo com os EUA, o que, segundo ele, permitirá que os venezuelanos ganhem mais dinheiro do que em décadas.
- Convite à Casa Branca: Trump confirmou que convidará Delcy Rodríguez para uma visita oficial à Casa Branca para discutir a transição definitiva.
- Conselho da Paz: O presidente americano formalizou hoje em Davos o seu “Conselho da Paz”, um organismo que visa intervir em conflitos globais e que já conta com a cooperação do governo interino venezuelano.
3. Situação Interna e Reações
- Economia: A população ainda enfrenta severa escassez e inflação. O quilo da carne bovina atingiu patamares recordes de quase R$ 75,00 no final de 2025, tornando-se um item de luxo.
- Medo e Esperança: Embora existam relatos de esperança por mudanças, as ruas de Caracas permanecem vazias devido ao receio de repressão por parte de grupos armados (“coletivos”) e ao estado de comoção decretado pelo governo.
- Reação Internacional: Países como Cuba e Colômbia condenaram a intervenção americana, enquanto o governo de Vladimir Putin mantém silêncio estratégico sobre o destino de Maduro.


