Sob pressão, ministro Dias Toffoli analisa futuro da relatoria do caso Banco Master
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), avalia a possibilidade de enviar as investigações sobre o Banco Master de volta à primeira instância. A medida é vista por integrantes da Corte como uma “saída honrosa” para reduzir o desgaste institucional e a pressão sobre o tribunal.
Pontos principais da situação:
- Motivação da análise: A pressão aumentou devido a questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse e a forma como o caso foi avocado ao STF. Ministros da ala do tribunal defendem o declínio da competência para a Justiça Federal se não houver provas robustas envolvendo autoridades com foro privilegiado.
- Condição para a decisão: Toffoli deve aguardar o resultado de novos depoimentos e a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir se mantém a relatoria ou remete o processo para a 1ª instância.
- Andamento do caso: Apesar das discussões sobre a competência, Toffoli autorizou recentemente a continuidade de oitivas de oito investigados, previstas para os dias 26 e 27 de janeiro de 2026, na sede do STF.
- Posição de Toffoli: Embora avalie a remessa, interlocutores indicam que o ministro tem resistido a abandonar a condução do caso de forma imediata, afirmando estar disposto a enfrentar as críticas para garantir a higidez da investigação.


